um dia de luz,
o sol ardendo,
calor fazendo juz.
um guará arremetendo,
sobre o mangue verdejante,
um vento norte batendo lento.
na ladeira íngrime,
a caixeira ressoa seu canto,
musicalidade firme
ao mordomo santo.
um nobre valente,
um doce de especie,
uma ruína vazia.
um zumbido, um mantra,
local de sabor e magia,
um instante em Alcantara.
O DEVIR é um vir a ser constante... É energia em pleno movimento. A vida é a própria representação do DEVIR... o homem tangencia o movimento deviniano em ações que transmutam-se e adaptam-se a cada nova investida do destino. Segundo Heráclito:"Um homem não toma banho duas vezes no mesmo rio, pois já não é o mesmo homem, nem tampoco o mesmo rio". Aqui se fala do devir. Meus livros e pensamentos respeitam o movimento deviniano.
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
Planeta Alcântara
Se possível fosse… Alcântara um planeta…
Pequeno e disponível aos escolhidos,
Extratificados, equivocados, abduzidos...
Com um báculo mágico onde todos
Se teletransportam por seu condão.
Em uma cabala caleidoscópica,
Onde todos são involuntariamente envolvidos,
Dando vazão ao próprio zumbido em motete.
Sublevando as almas a patamares nivarnianos
De vagueantes valdIvinos devinianos.
No valhacouto alcantarense
De valetes viris e valentes
Que valsam caleidoscopicamente
Em seu pequeno planeta pungente...
Ambiente de purgação indolente.
Se possível fosse um planeta Alcântara,
De incólumes viventes incomensuráveis,
Doidivanas adoráveis, louváveis, desejáveis!
Seria o firmamento de dossel imensurável
Onde o trono comporta dois soberanos.
Meu planeta Alcântara,
Exista em concepção ontológica,
Nos caiba em sagração hostensória...
Perpetue nossas imemoriais histórias,
Nossos desejos, sonhos e deleitos geniais!
Pequeno e disponível aos escolhidos,
Extratificados, equivocados, abduzidos...
Com um báculo mágico onde todos
Se teletransportam por seu condão.
Em uma cabala caleidoscópica,
Onde todos são involuntariamente envolvidos,
Dando vazão ao próprio zumbido em motete.
Sublevando as almas a patamares nivarnianos
De vagueantes valdIvinos devinianos.
No valhacouto alcantarense
De valetes viris e valentes
Que valsam caleidoscopicamente
Em seu pequeno planeta pungente...
Ambiente de purgação indolente.
Se possível fosse um planeta Alcântara,
De incólumes viventes incomensuráveis,
Doidivanas adoráveis, louváveis, desejáveis!
Seria o firmamento de dossel imensurável
Onde o trono comporta dois soberanos.
Meu planeta Alcântara,
Exista em concepção ontológica,
Nos caiba em sagração hostensória...
Perpetue nossas imemoriais histórias,
Nossos desejos, sonhos e deleitos geniais!
música... Mestre amigo
Puro é o agora com a lágrima que rola...
Que em meu rosto rola...
Em meu rosto rola...
Impossível dizer tua importância!
Meu mestre amigo como era eu antes de ti?
Pegando em tua mão eu aprendi, caminhei e cresci!
Cheguei tímida, acabrunhada, sentei e ti ouvi.
Sonhei ser como és e por pensamentos eu pari
Busquei o teu viés em folhas pardas desonradas, enodoadas.
Puro é o agora com a lágrima que rola...
Que em meu rosto rola...
Em meu rosto rola...
Vaguei na angústia das possibilidades
Trabalhei palavra, letra e papel
Derramei o vinho, a água e o fel
Amassei as idéias, descartei tentativas.
Escrevi o amor e falei de maldade
Desenhei meu sonho em dura realidade.
Puro é o agora com a lágrima que rola...
Que em meu rosto rola...
Em meu rosto rola...
Então mestre divino...Aqui estou lívida
Teu olhar não merece o meu!
Aqui estou tímida, pedindo um pouco do que é teu
Morreria para te dar vida e caminhar contigo
Negaria minha ignorância para estar junto a ti
Calaria minha voz para de novo te ouvir
Puro é o agora com a lágrima que rola...
Que em meu rosto rola...
Em meu rosto rola.
;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;
Dedicado ao meu mestre José de Ribamar Fiquene
Que em meu rosto rola...
Em meu rosto rola...
Impossível dizer tua importância!
Meu mestre amigo como era eu antes de ti?
Pegando em tua mão eu aprendi, caminhei e cresci!
Cheguei tímida, acabrunhada, sentei e ti ouvi.
Sonhei ser como és e por pensamentos eu pari
Busquei o teu viés em folhas pardas desonradas, enodoadas.
Puro é o agora com a lágrima que rola...
Que em meu rosto rola...
Em meu rosto rola...
Vaguei na angústia das possibilidades
Trabalhei palavra, letra e papel
Derramei o vinho, a água e o fel
Amassei as idéias, descartei tentativas.
Escrevi o amor e falei de maldade
Desenhei meu sonho em dura realidade.
Puro é o agora com a lágrima que rola...
Que em meu rosto rola...
Em meu rosto rola...
Então mestre divino...Aqui estou lívida
Teu olhar não merece o meu!
Aqui estou tímida, pedindo um pouco do que é teu
Morreria para te dar vida e caminhar contigo
Negaria minha ignorância para estar junto a ti
Calaria minha voz para de novo te ouvir
Puro é o agora com a lágrima que rola...
Que em meu rosto rola...
Em meu rosto rola.
;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;
Dedicado ao meu mestre José de Ribamar Fiquene
Gaiola aberta
Quando perdi meu amor
Desprendi da razão,
Acordei de um sonho....
Perdi o meu mais sólido terreno.
Acreditei no impossível
Amei além do permissível.
Realinhei meus sentimentos,
Paguei com a dor do miserável.
Amargando o gosto da desilusão.
Mas o que quero agora é muito pouco!
Só um instante que eu esteja contigo
Quando o inefável me baste,
Quando me abrace o impossível
E que isso seja tudo!
Que tudo caiba em um único toque!
Que tudo seja o teu olhar dentro do meu...
E que a eternidade caiba no gozo
De um único momento onde digo que te amo!
Voe meu passarinho porque és livre!
Venha de volta quando possível....
Eu estarei sempre aqui!
Sou tua gaiola aberta,
Provida para sempre que chegares.
Sou o teu porto mais seguro,
O anjo que te aguarda,
Teu astro absurdo
Iluminando a vereda obscura...
Beijarei tua boca,
Sussurrando amor aos gemidos...
Suportando a certeza de outros braços...
Dos outros leitos de amor...
Onde eu nunca estou...
Ainda assim...
Voe de volta para mim.
Nunca será tarde
Porque o meu amor
Será sempre agora!
Ainda que aberta...
Só não te esqueças
Que eu continuo gaiola...
Ainda que sem correntes...
Não te descuida
Que eu continuo prisão
Ainda que contigo
Não te enganes...
Sou, precipitadamente, solidão!
O que há de mais caro em mim...
Coloco agora em tua mão,
Por ser eu, refém da paixão!
Espere um pouco...
Não deixes de vir...
Não sejas louco...
Vou estar sempre aqui!
Para arrancar de ti
o mais ingênuo sorriso,
e o gemido mais profundo
e no fim de tudo... dizer-te...
não demora!
Voa logo e de volta
Para essa tua gaiola
Para que o teu sono ressone em meus braços...
Por uma noite sem fim...
Por uma madrugada apenas...
Por mais um dia sem fim...
Desprendi da razão,
Acordei de um sonho....
Perdi o meu mais sólido terreno.
Acreditei no impossível
Amei além do permissível.
Realinhei meus sentimentos,
Paguei com a dor do miserável.
Amargando o gosto da desilusão.
Mas o que quero agora é muito pouco!
Só um instante que eu esteja contigo
Quando o inefável me baste,
Quando me abrace o impossível
E que isso seja tudo!
Que tudo caiba em um único toque!
Que tudo seja o teu olhar dentro do meu...
E que a eternidade caiba no gozo
De um único momento onde digo que te amo!
Voe meu passarinho porque és livre!
Venha de volta quando possível....
Eu estarei sempre aqui!
Sou tua gaiola aberta,
Provida para sempre que chegares.
Sou o teu porto mais seguro,
O anjo que te aguarda,
Teu astro absurdo
Iluminando a vereda obscura...
Beijarei tua boca,
Sussurrando amor aos gemidos...
Suportando a certeza de outros braços...
Dos outros leitos de amor...
Onde eu nunca estou...
Ainda assim...
Voe de volta para mim.
Nunca será tarde
Porque o meu amor
Será sempre agora!
Ainda que aberta...
Só não te esqueças
Que eu continuo gaiola...
Ainda que sem correntes...
Não te descuida
Que eu continuo prisão
Ainda que contigo
Não te enganes...
Sou, precipitadamente, solidão!
O que há de mais caro em mim...
Coloco agora em tua mão,
Por ser eu, refém da paixão!
Espere um pouco...
Não deixes de vir...
Não sejas louco...
Vou estar sempre aqui!
Para arrancar de ti
o mais ingênuo sorriso,
e o gemido mais profundo
e no fim de tudo... dizer-te...
não demora!
Voa logo e de volta
Para essa tua gaiola
Para que o teu sono ressone em meus braços...
Por uma noite sem fim...
Por uma madrugada apenas...
Por mais um dia sem fim...
música... No tempo da maré
É no tempo da maré
A hora de partir
Que a vela segue em pé
.......................................................
Oi! Você diz que já foi
E eu fico a esperar
Que Deus te abençoe
Ai! tem um nó que arrocha o peito
No coração do sujeito
Que na vida leva fé
Ah! na leveza do mar
Um convite a sonhar
Uma vida pra viver
..............................................................
É no tempo da maré
A hora de partir
Que a vela segue em pé
............................................................
Ei! cadê você e eu
Que no beijo se perdeu
Quando a mão era de adeus
Foi no cais que eu te dei
A dor do amor sem lei
Querendo o que não sei
Faz como um menino malino
Um barquinho de papel
Voltando pro destino
....................................
É no tempo da maré
A hora de partir
Que a vela segue em pé
A hora de partir
Que a vela segue em pé
.......................................................
Oi! Você diz que já foi
E eu fico a esperar
Que Deus te abençoe
Ai! tem um nó que arrocha o peito
No coração do sujeito
Que na vida leva fé
Ah! na leveza do mar
Um convite a sonhar
Uma vida pra viver
..............................................................
É no tempo da maré
A hora de partir
Que a vela segue em pé
............................................................
Ei! cadê você e eu
Que no beijo se perdeu
Quando a mão era de adeus
Foi no cais que eu te dei
A dor do amor sem lei
Querendo o que não sei
Faz como um menino malino
Um barquinho de papel
Voltando pro destino
....................................
É no tempo da maré
A hora de partir
Que a vela segue em pé
Do éter ao infinito
O infinito espaço celeste que nos cabe é o éter...
Do existir primariamente, do prevenir...
Do cuidar, do não destruir,
Somos todos tripulantes de uma nave sensível...
Belicosa e suave ao mesmo tempo.
Somos produtos de uma consciência inata,
Parceiros de um coexistir,
Famintos e sedentos de éter, de vida, de infinitudes.
Somos o que queremos ser,
O que precisamos ser,
O que podemos ter.
Somos o pó que se esvai,
O vento q sopra suave,
A nuvem branda deslizando no céu.
A água agitada,
E a pedra enfincada no chão de onde nos fazemos raiz.
Somos o sal da terra,
O sol q arde,
A vida e a morte.
Somos uma consciência etérea,
Que existe desde sempre,
Que se esquece de cuidar,
Que precisa viver para aprender a preservar.
Somos parte do incognoscível;
Do inalcançável,
Do inapreensível.
Somos de uma ordem que desafia;
Que degrada,
Que ignora... mas que ainda tem jeito.
Ainda que na última hora...
A excelência do que nos faz humanos
Gritará em consonância com o universo
Em gigantesco movimento de interpenetração dos contrários.
Vivemos sob a égide do consumo;
Da inoperância em tempos globalizados.
Nosso referencial tem agora
Um que de total...
Mas em algum momento
Retomaremos o poder sobre o tempo
Para refutar a desistência da vida
Pelo éter q nos confere espaço coadjuvante em complexo infinito.
Do existir primariamente, do prevenir...
Do cuidar, do não destruir,
Somos todos tripulantes de uma nave sensível...
Belicosa e suave ao mesmo tempo.
Somos produtos de uma consciência inata,
Parceiros de um coexistir,
Famintos e sedentos de éter, de vida, de infinitudes.
Somos o que queremos ser,
O que precisamos ser,
O que podemos ter.
Somos o pó que se esvai,
O vento q sopra suave,
A nuvem branda deslizando no céu.
A água agitada,
E a pedra enfincada no chão de onde nos fazemos raiz.
Somos o sal da terra,
O sol q arde,
A vida e a morte.
Somos uma consciência etérea,
Que existe desde sempre,
Que se esquece de cuidar,
Que precisa viver para aprender a preservar.
Somos parte do incognoscível;
Do inalcançável,
Do inapreensível.
Somos de uma ordem que desafia;
Que degrada,
Que ignora... mas que ainda tem jeito.
Ainda que na última hora...
A excelência do que nos faz humanos
Gritará em consonância com o universo
Em gigantesco movimento de interpenetração dos contrários.
Vivemos sob a égide do consumo;
Da inoperância em tempos globalizados.
Nosso referencial tem agora
Um que de total...
Mas em algum momento
Retomaremos o poder sobre o tempo
Para refutar a desistência da vida
Pelo éter q nos confere espaço coadjuvante em complexo infinito.
O MUNDO DO LABOR
As forças se concentram,
As ferramentas se apresentam,
Globais, cabais... arsenais.
Petrechos de guerra,
Lida de sobrevivência voraz.
A aldeia global
Evoca seus súditos
Oferece um funil estreito
Poucos são os justos,
Escassos são os eleitos
Criança futuro da nação
É povo hoje de pé no chão
Que sonha com tão pouco...
RG, CPF, contrato e certidão,
Esperando título de cidadão.
Mundo da lida acirrada
Faz a fila na calçada,
Estuda um pouco e aguarda
Nunca dorme na parada
Pro mercado te abraçar.
Mundo do labor
Tem técnico, mestre e doutor...
Tem gente que nunca estudou
Tácito é o seu penhor...
Vivendo à margem do andor.
O mundo não está perdido!
Não ande por aí entristecido!
Salve os filhos do Brasil!
Que não são pescadores, poetas nem escritores...
Mas se compadecem com a nossa dor.
As ferramentas se apresentam,
Globais, cabais... arsenais.
Petrechos de guerra,
Lida de sobrevivência voraz.
A aldeia global
Evoca seus súditos
Oferece um funil estreito
Poucos são os justos,
Escassos são os eleitos
Criança futuro da nação
É povo hoje de pé no chão
Que sonha com tão pouco...
RG, CPF, contrato e certidão,
Esperando título de cidadão.
Mundo da lida acirrada
Faz a fila na calçada,
Estuda um pouco e aguarda
Nunca dorme na parada
Pro mercado te abraçar.
Mundo do labor
Tem técnico, mestre e doutor...
Tem gente que nunca estudou
Tácito é o seu penhor...
Vivendo à margem do andor.
O mundo não está perdido!
Não ande por aí entristecido!
Salve os filhos do Brasil!
Que não são pescadores, poetas nem escritores...
Mas se compadecem com a nossa dor.
voltas devinianas
cada vida traz um mistério,
os mistérios envolvem os amantes,
dos amantes sublimam-se segredos,
os segredos se fazem degradantes.
todos os olhares espelham almas,
as almas se escondem no ser,
o ser nao mais se sabe,
só se sabe agora o nao ser.
das voltas devinianas... sínteses!
sintetizamos as ações de outrém,
o outro é num instante tudo,
e tudo amanhã será ninguém.
da solidão fica o vazio,
vazio que a alma devasta,
devastado é o arado de um nós
nos nós que desatamos e... basta!
os mistérios envolvem os amantes,
dos amantes sublimam-se segredos,
os segredos se fazem degradantes.
todos os olhares espelham almas,
as almas se escondem no ser,
o ser nao mais se sabe,
só se sabe agora o nao ser.
das voltas devinianas... sínteses!
sintetizamos as ações de outrém,
o outro é num instante tudo,
e tudo amanhã será ninguém.
da solidão fica o vazio,
vazio que a alma devasta,
devastado é o arado de um nós
nos nós que desatamos e... basta!
Assinar:
Postagens (Atom)