quinta-feira, 30 de setembro de 2010

voltas devinianas

cada vida traz um mistério,
os mistérios envolvem os amantes,
dos amantes sublimam-se segredos,
os segredos se fazem degradantes.

todos os olhares espelham almas,
as almas se escondem no ser,
o ser nao mais se sabe,
só se sabe agora o nao ser.

das voltas devinianas... sínteses!
sintetizamos as ações de outrém,
o outro é num instante tudo,
e tudo amanhã será ninguém.

da solidão fica o vazio,
vazio que a alma devasta,
devastado é o arado de um nós
nos nós que desatamos e... basta!

Um comentário:

  1. mantra de Alcantara

    um dia de luz,
    o sol ardendo,
    calor fazendo juz.

    um guará arremetendo,
    sobre o mangue verdejante,
    um vento norte batendo lento.

    na lçadeira íngrime,
    a caixeira ressoa seu canto,
    musicalidade firme
    ao mordomo santo.

    um nobre valente,
    um doce de especie,
    uma ruína vazia.

    um zumbido, um mantra,
    local de sabor e magia,
    um instante em Alcantara.

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