quinta-feira, 30 de setembro de 2010

O MUNDO DO LABOR

As forças se concentram,
As ferramentas se apresentam,
Globais, cabais... arsenais.
Petrechos de guerra,
Lida de sobrevivência voraz.

A aldeia global
Evoca seus súditos
Oferece um funil estreito
Poucos são os justos,
Escassos são os eleitos

Criança futuro da nação
É povo hoje de pé no chão
Que sonha com tão pouco...
RG, CPF, contrato e certidão,
Esperando título de cidadão.

Mundo da lida acirrada
Faz a fila na calçada,
Estuda um pouco e aguarda
Nunca dorme na parada
Pro mercado te abraçar.

Mundo do labor
Tem técnico, mestre e doutor...
Tem gente que nunca estudou
Tácito é o seu penhor...
Vivendo à margem do andor.


O mundo não está perdido!
Não ande por aí entristecido!
Salve os filhos do Brasil!
Que não são pescadores, poetas nem escritores...
Mas se compadecem com a nossa dor.

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